Maurício Pereira e André Abujamra eram Os Mulheres Negras e essa dupla chacoalhou Campinas algumas vezes no final da década de 80 (e provavelmente outras cidades também, eu é que não vi...). Esses dois paulistanos criaram a segunda menor big band do mundo baseados em ritmos eletrônicos e colagens musicais (estamos falando de 1988), na guitarra do Abujamra e no sax do Maurício. Muito antes dos Mamonas Assassinas e bem mais sutil e inteligentes que estes, a dupla representa o que há de melhor na vertente bem-humorada da música paulistana, na mesma tradição de Adoniran Barbosa, os Mutantes, Premê e Língua de Trapo. O disco começa com Maurício pedindo uma pizza no orelhão, meia calabresa, meia muzzarela, meia 4 quatro queijos, meia... e o endereço para entrega é a caixa postal da banda. E termina com na irresístível levada "nosso objetivo é fazer música pop, quem sabe algum dia ficar rico e xarope". No meio de tudo isso, o "hit" Sub, uma versão desconstrutiva de Yellow Submarine, Purquá Mercê, Feridas, Eu vi, Lobos para Crianças, Milho e uma das minhas favoritas, Gambá, música escrita em cima de um lick blues-jazzístico do Abujamra. Os Mulheres se separaram, mas o Maurício tá por aí e o Abujamra toca a sensacional Karnak (ainda existe?), que também vai ganhar um post por aqui, já já... [MATEUS]
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
A segunda menor big band do mundo (Música é ciência - Mulheres Negras - 1988)
Maurício Pereira e André Abujamra eram Os Mulheres Negras e essa dupla chacoalhou Campinas algumas vezes no final da década de 80 (e provavelmente outras cidades também, eu é que não vi...). Esses dois paulistanos criaram a segunda menor big band do mundo baseados em ritmos eletrônicos e colagens musicais (estamos falando de 1988), na guitarra do Abujamra e no sax do Maurício. Muito antes dos Mamonas Assassinas e bem mais sutil e inteligentes que estes, a dupla representa o que há de melhor na vertente bem-humorada da música paulistana, na mesma tradição de Adoniran Barbosa, os Mutantes, Premê e Língua de Trapo. O disco começa com Maurício pedindo uma pizza no orelhão, meia calabresa, meia muzzarela, meia 4 quatro queijos, meia... e o endereço para entrega é a caixa postal da banda. E termina com na irresístível levada "nosso objetivo é fazer música pop, quem sabe algum dia ficar rico e xarope". No meio de tudo isso, o "hit" Sub, uma versão desconstrutiva de Yellow Submarine, Purquá Mercê, Feridas, Eu vi, Lobos para Crianças, Milho e uma das minhas favoritas, Gambá, música escrita em cima de um lick blues-jazzístico do Abujamra. Os Mulheres se separaram, mas o Maurício tá por aí e o Abujamra toca a sensacional Karnak (ainda existe?), que também vai ganhar um post por aqui, já já... [MATEUS]
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