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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Bloco Vomit - Never mind the bossa nova


Prosseguindo na bizarrice...
Agora justificado pelo fator 'como', no caso a formação e sonoridade carnavalesca.

O Bloco Vomit é formado por punks escoceses que vieram estudar percussão brasileira e nesta roupagem gravaram esse álbum com músicas punk.
Que é de 1997 ou de 1998, dependendo da fonte...

Eu poderia dizer de qual banda é cada música, mas isso pode ser lido aqui (em inglês, of course, my horse):
http://www.blocovomit.com/record/songs1.php

Mais informação sobre o samba punk (!!!):
http://www.terra.com.br/istoegente/42/divearte/musica_vomit.htm
http://euovo.blogspot.com.br/2009/03/que-diabo-e-samba-punk.html

O maneiro é que as músicas não perderam a pressão punk, à qual foi adicionada uma pitada de maracatu e um naipe de metais/sopros (trompete e saxofone) típica de bandas de frevo ou blocos de carnaval.

Algumas músicas tem uma cara reggae, ou melhor samba reggae ao estilo Olodum, como é o caso de 'Police and thieves', que foi conhecida pela gravação do Clash, mas na verdade é originalmente reggae e cujo autor é Junior Murvin. 'Love lies limp' também entra nessa área, mas é bem zoneada  confusa, até o solo de sax é outside...

Então aqui vão as músicas (sem comentários individuais, agora é sério, Baiano!!):

1. Do they owe us a living?
2. Jilted John
3. Teenage kicks
4. Police and thieves
5. Pretty vacant
6. Metal postcard (Mitageisen)
7. Oh bondage, up yours!
8. Love lies limp
9. Gambinda nova
10. Should I stay or should I go?
11. Roadrunner
12. D.T.'s in droichead (que é só uma batucadinha final)

O disco é dedicado a Chico Science. Daí o maracatu tradicional 'Gambinda nova' ter uma cara totalmente manguebeat.

Por hoje é só, pessoal, em breve retornamos com a saga de álbuns solo...

(Dão)

domingo, 9 de outubro de 2011

Cabeça dinossauro, Titãs




Que 1991 o caralho, o ano do rock nacional é 1986, porrrraaaa!!
(Aliás o mesmo dos sensacionais discos de metal Master of puppets e Reign in blood!).
Selvagem?, O futuro é vortex, Pânico em SP, O rock errou, Antes do fim, Dois, etc...

E este aqui, que é sensacional, forte, bruto e essencial!

Temas simples, críticas contundentes a coisas e instituições, porrada!
Às vezes resvala pro excessivamente simplificador e/ou simplório, mas em tempos politicamente corretos dá uma saudade dessa vitalidade adolescente 'foda-se'...

Vindos de um frustrado disco, 'Televisão', com produção do Lulu, onde não conseguiram dar o peso supostamente desejado, seguidos de problemas com a polícia (lembrando o gênio Keith "nunca tive problemas com drogas, só com a polícia"), onde Arnaldo e Bellotto foram presos por tráfico e uso, os Titãs acharam em Liminha, que antes tinha sido criticado pelo Branco Mello, um produtor parceiro, que soube transformar as boas ideias em boas execuções e num disco magistral, iniciando uma longa colaboração.

As ilustrações, tanto da capa contra da contracapa, são de Leonardo da Vinci, respectivamente, 'A expressão de um homem urrando' e 'Cabeça grotesca'.

A faixa-título, de P. Miklos/Branco M/A Antunes, que inicia o disco, traz elementos de um cerimonial de índios do Xingu. O show na época começava com esta! Poderoso som.


'AA UU' (S Britto/M Frommer) já vem na seqüência, com sua mistura original de funk e rock, numa crítica ou constatação da ansiedade, do sempre ter algo a fazer, uma preocupação constante e desgastante. Solinho de guitarra bacana, bateria quebrando tudo, sonzeira.

'Igreja' (N Reis) é mais uma crítica à instituição, o que dividiu a banda; Arnaldo, que acredita em Deus, saía do palco nas apresentações ao vivo.


'Polícia' (T Bellotto) é basicamente uma resposta raivosa ao episódio da prisão dos Titãs, uma pancada, que inclusive já foi coverizada pelo Sepultura.


'Estado violência' (C. Gavin) é um libelo anarquista pós-punk, com tecladinhos com pitch bends e tudo! Guitarras em estereo, muito legais!

Por falar em punk, 'A face do destruidor' (P Miklos/A Antunes) é um hardcore raivoso com efeitos bizarros, com certeza a música mais pesada dos caras, mesmo levando em consideração o 'Titanomaquia'. Em 38 segundos.

'Porrada' (A Antunes/S Britto) também é quase punk, principalmente pelo tema. Como canta feliz o amigo e colaborador Zeba 'a música que não tem em karaokê':
''Porrada nesses caras que não fazem nada"!!

'Tô cansado' (B Mello/A Antunes) pra mim é uma das dispensáveis do disco.

Ainda mais porque na seqüência vem 'Bichos escrotos', música antiga do repertório que só foi gravada pra este disco. Na época 'vão se fuder' (fuder ou foder??) era ofensivo e foi proibido pela censura. Mas mesmo assim as rádios tocavam a versão editada ou pagavam multa. A música é muito legal, guitarras suingadas e pesadas, um solo sensacional de baixo com wahwah!!

Os Titãs eram sete cabeças pensantes e opinantes, e isto se reflete tanto na dificuldade de decidir quanto na variedade de gostos e sons. Assim aqui temos um reggae, bem legal e um pouco ácido, 'Família'. Vocais de fundo bem legais, guitarrinhas pica-pau, baixo gordo, tecladinho no contra-tempo, taí a fórmula. Vc acha fácil? Vai fazer...

Mais crítica, agora ao capitalismo selvagem: 'Homem primata' (S Britto/M Frommer/ N Reis/C Pessoa), rock brasileiro pesado e divertido.

'Dívidas' (B Mello/ A Antunes) também é fraquinha e dispensável.

'O quê' (A Antunes) é uma surpresa no disco, letra experimental concretista, antecipando experimentos com funk, samples e música eletrônica que seriam mais presentes nos discos seguintes, 'Jesus não tem dente no país dos banguelas' e 'Õ blesq blom'.

Mas como diria o Charles Gavin no programa 'O som do vinil': "isso já é outra história''...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Revolusongs, Sepultura





Esse é um disco pós-Max Cavalera, acho que o primeiro assim postado aqui.


Preferências são pessoais, mas é saudosismo inútil e extrema má vontade dizer que 'o Sepultura era melhor antes'. Derick Green é um puta vocalista (tô escrevendo em paulistês...), com voz, atitude e garra, e ajudou a criar excelentes álbuns. Mas acontece muito, 'o Sting era melhor no Police', 'o Cazuza não deveria ter saído do Barão', 'os Beatles nunca deveriam ter acabado', bla bla bla.


E este aqui é um EP (extended play, disco de menor duração que o LP, long play) de covers!


Mas que serve justamente pra mostrar que eles não são covers de si mesmos, dando uma cara bem pessoal a um repertório com bastente tolerância elástica, como diriam alguns dos meus amigos detratores...

'Messiah' é uma música tosca de um grupo tosco suíço (!), o Hellhammer, pré-Celtic Frost, aqui com uma versão raivosa e pesada. Até parece que eles vão fazer um disco só com metal...

...claro que não! Na seqüência a improvável 'Angel' do Massive Attack, que ficou muito legal, com dinâmica extrema, do suave, sombrio e sussurrado ao metal gritado e caótico.

Mais estranha ainda, 'Black steel in the hour of chaos' (Public Enemy!) ficou muito legal, com groove e peso, além do mais traz o saudoso Sabotage fazendo um rap em português maneiríssimo e a guitarra de Andreas Kiser soando cheia de efeitos eletrônicos de filtro!!

'Mongoloid' (Devo, mais uma inesperada) ficou menos new wave e mais old wave punk com pitadas de cross-over e heavy. Boa pra balançar o esqueleto na roda de pogo!

'Mountain song' (Jane's Addiction) é mais uma que ficou excelente by Sepultura.

Mas o destaque é mesmo 'Bullet blue sky' (U2), talvez a mais difícil de tornar característica, devido ao fato de ser de um grupo de rock pop extremanente conhecido, com o acréscimo do fato da música já ser relativamente pesada no original. Mas o Sepultura mostra sua cara e versatilidade. Rendeu até um video na MTV.


Começando e terminando com metal, no caso a última música oficial é da banda californiana de thrash metal, o Exodus, cujo guitarrista Gary Holt esteve recentemente no Brasil com o Slayer, onde ele substituía o guitarrista original, vítima de bactérias comedoras de carne humana...é, vc achou que isso era tema de músicas de heavy metal mas é real. 'Piranha' coincidentemente obviamente fala sobre aquele peixinho faminto, é uma música rápida e foda, simples assim.


Como faixa escondida temos uma sacanagem com o Metallica, a música começa como se fosse 'Enter sandman', bem tosca, dá uma atravessada e entra 'Fight fire with fire' quebrando tudo!!


Sepultura rules!

domingo, 19 de junho de 2011

Antes do fim, Dorsal Atlântica



Quase no fim do domingo metal, vamos aos antigos e desconhecidos crássicos do metal nacional.

A Dorsal Atlântica é uma banda carioca formada nos anos 80 pelo lendário Carlos 'Vândalo' Lopes.

O disco aqui resenhado foi pioneiro na mistura de gêneros que na época eram como água e óleo, o punk hardcore e o metal thrash. Mal gravado devido a restrições orçamentárias e provável inexperiência de estúdios em gravar metal na época, foi regravado e relançado em 2005 com o nome de 'Antes do fim, depois do fim'.

Esse eu tenho e ainda ouço em vinil. O original nunca foi lançado em cd.

Ao contrário da maioria de letras de metal, este disco, adotando uma postura mais punk, falava de problemas cotidianos e sentimentos.


'Caçador da noite' inicia com aquele som zumbido e rápido de guitarra, além da voz assustadora do Carlos, cantando sobre um serial killer. Solo criativo e em estéreo, extraía-se sangue de pedra no estúdio.


'HTLV-3' é mais uma rápida, falando sobre o vírus da aids, criticando a ignorância e o preconceito numa letra panfletária:

"As pessoas se incomodam com a “liberdade”que o mundo tem

Se aproveitam de uma doença

Discriminar mais as minorias

Quatro letras condenam à morte

Foram escolhidos

Teu sêmen vai gerar mortos

Teu sangue, veneno maldito

HTLV-3 destroí

Verdadeira caça às bruxas promovida pela imprensa

Achem os culpados para salvar as famílias dos burgueses"

O legal de muitas músicas desse disco é que de repente a música muda pra um ritmo mais lento, o que dava origem às rodas nos animadíssimos shows, inclusive um no Maracanazinho abrindo pro Exciter e Venom, onde não se entendia nada, um som horrendo...


'Álcool' é das melhores do disco, uma guitarra zumbindo e a velocidade da luz fazem vc entrar em espasmos...Por incrível que pareça é crítica mas com numa abordagem oblíqua com o ponto de vista do cara que se embebeda. Esta aqui tem um dos melhores breaks do disco, sensacional, dá pra ver a roda se formando e as botas passando perto da sua cabeça.


'Depressão suicida' tem aqueles gritos agudos à Rob Halford, quase cômicos, mas divertidos. Mais uma rápida e com um solo cheio de alavancadas.


'Vorkuta' é uma crítica a Stalin, no mínimo inusitado, principalmente pra adolescentes que nem sabiam do que se tratava.


'Joseph Mengele' você deve imaginar sobre quem se fala (antecipando 'Angel of death' do Slayer). Mais uma rápida (cansa um pouco os ouvidos, admito), mas com mais um break maneiríssimo. E esta música tem uma surpresa muito legal que deve ter estragado muitos toca-discos: ao final da música uma voz que parece alemão, mas que girando o disco ao contrário, mostrava ser na verdade um monte de palavrões...divertidíssimo.


'Guerrilha' é mais cadenciada, quase lenta em comparação às outras. Parece panfletária, mas na verdade há uma crítica sutil ao messianismo comum no meio:

"Rifle responde força com fogo

Você tem um ideal

Meio caminho entre vida e morte, entre herói e assassino

Precisa lutar

Guerrilha por liberdade

Guerrilha em busca da verdade

Todos cegos

Só você vê a luz

Ao vencedor resta a história

De que vale a vida de alguns para salvar milhões?

Luta sozinho, luta por todos"


'Inveja' também é mais arrastada, com um riff heavy maneiro, depois dá a acelerada com guitarras em estéreo e muitas quebradas da bateria.

"Por que o ser humano não consegue se ver livre?

Não aprende com os erros do passado

Lições de cobiça e rancor

Se a vida é tào efêmera

Por que tantos sentimentos fúteis?

No íntimo você não quer errar, mas nào consegue domar

Só o futuro vai julgar

O impulso imbecil

Inveja

Os olhos e a alma cegos continuam a se corroer"


'Morte aos falsos' era um discurso metal da época, dirigindo-se aos apreciadores de última hora, diluidores do movimento. Bullshit, nem sei como um cara inteligente caiu nessa balela. Mais tarde ele mesmo montou uma banda mais hard rock, a Mustang.


Enfim, baixe este sem dó, imperdoavelmente está fora de catálogo.

Guerra civil canibal, Ratos de Porão





Continuamos no peso, agora um punk um pouco mais tradicional, hardcore, com pitadas de metal, dos nossos já conhecidos RxDxPx.


'Obesidade mórbida constitucional' começa com aquele baixo e bateria típicos do punk, meio parecido até com 'California ubber alles' dos Dead Kennedys (inclusive nos EUA o disco foi lançado pelo Alternative Tentacles do Jello Biafra), fala sobre a condição gorda do João, que quase morreu e emagreceu depois. Como não dá pra entender quase nada do que o João Gordo canta (?), segue um pouco da letra:


"Atentado contra a vida,suícidio,punição


Sofrimento na UTI,tortura,medo,falta de ar


Pro inferno não quero ir e no céu eu não quero chegar


Eu vi a morte!Morte!


Mas nunca me arrependi,vida louca sem igual


De primeira quase morri, show de horror no hospital"


'Toma trouxa' é rapidona, fala sobre um balão em drogas que o João pelo jeito tomou de uma gostosinha...


'Guerra civil canibal' é a panfletária típica anti-guerra:


"Por quê?


Inocentes sempra vão


Pagar,sofrimento e o que vai restar?


Nova guerra por religião,carne humana mata a fome ou não?


Guerra civil canibal


Em nome de Deus


Sempre igual,sempre igual,


Realidade podre ficção.


Refugiados agora vão chorar,


Pelo sangue da populaçào


Quem dá mais,quem dá mais?


Morre o fraco,carne boa ou não?


O mais forte vai se alimentar,


No banquete da religião"


'Estaca zero esquerda' é mais do mesmo, com um refrão mais balançado, legal, com solinho de guitarra e tudo. Dá uma enganada no meio, entra uma guitarra mais leve, mas é só pra pegar vc. Bem metal crossover (vai anotando, Zeba!).


'Fire to burn' é um cover da banda/dupla Half Japonese ou 1/2 Japonese, de proto-punk (como diria o Xampu; por falar nele, vc conhece eles, Xampu?) ou de rock alternativo. Dizem até que o Kurt estava usando uma blusa deles quando se matou. Legal, acelerada e até dá pra entender o que o João canta aqui. Incrível, é mais fácil entender ele cantando em inglês...se bem que acho que outra pessoa cantando.


Mais um cover, 'Biotech is Godzilla' (Sepultura/Jello Biafra), sensacional!


'A cola' é uma piada, parece que alguém chega com a cola, usam a cola e ficam escutando um som ao fundo (que eu não consegui identificar) e rindo... :)


'Kill the Varukers' fecha o EP, disco curto, com alguém que não é o João cantando, que depois entra urrando no refrão. Metal!!!

Música para beber & brigar, Matanza

Para o Zeba, que é curioso acerca das subdivisões metal, chega a surpresa do domingo metal: o countrycore!! ;)
Uma mistura louca de uns mutcho loucos cariocas (Jimmy London, autor da lapidar "Estou cagando para os meus fãs, sou músico, não sou modelo de vida", e seus comparsas Donida nas guitarras, China no baixo e Fausto na bateria) que gostam de punk quanto de Johnny Cash e até de música irlandesa.
Pesado e divertido, ao mesmo tempo violento e mal-humorado, não é uma banda para ouvidos fracos e frescos.
Este aqui é o segundo álbum da banda, que depois disso, até hoje 2011, gravou mais 2 de inéditas e um tributo matador ao citado Johnny Cash (To hell with Johnny Cash).
Este é um dos discos que me anima muito a postar aqui, pois é uma banda muito legal e pouquíssimo conhecida.

'Pé na porta, soco na cara' já dá o tom! "e toda paciência um dia chega ao fim...essa noite vai dormir feliz"...Refrãozão, deve ser boa de começar shows.

'O último bar' já apresenta elementos country, pesadão, além do clima velho oeste.
"O último bar quando fecha de manhã
Só me lembra que não tenho aonde ir.
Bourbon tenho demais,
Mas que diferença faz se você não está aqui pra dividir?
Toda noite tem sempre alguém pra me dizer,
Que mulher que vai querer te ver assim.
Pleno festival, mulherada, carnaval e eu aqui
Com uma garrafa já no fim"

'Todo ódio da vingança de Jack Buffalo Head' começa meio instrumental, de repente dá uma acelerada e atropela.
"Meio dia pego o trem
que dessa cidade eu ja cansei
Todas puta ja comi
o que tinha de roubar eu ja roubei
Quem vai me dizer se eu to errado
se eu to vivo muito bem e não tem pra ninguem
Quem tentou me segurar pro inferno mandei
Procurado vivo ou morto
no retrato até que eu fiquei bem"

'Maldito hippie sujo' é mais pesadona e cadenciada com um riff bacana de guitarra pesada. E polêmica, ou engraçada se vc ouve como piada.

'Bota com buraco de bala' é um quase romântica, meio rock'n'roll acelerado, com um slide muito legal.
"Eu sei que ela me ama, e eu vivo só por isso, mas não é exatamente um paraiso.
Com ela eu não discuto é sempre sim senhora, e quando fica puta pega as coisas e vai embora.
E não há nada que eu diga, não há nada que eu peça, com essa vagabunda eu não consigo ter um pingo de conversa.
E só o que sobrou foi um buraco de bala"

'Taberneira, traga o gim' dá uma desacelerada, mas mantem o nível alcoólico...aquele efeito conhecidíssimo "que fica a cada drink mais bonita".

'Interceptor v-6' fala sobre carro, tema comum no rock'n'rol, no caso um Diplomata, "nem o demônio eu vi bebendo tanta gasolina". Punk acelerado. Tem um fim falso surpresa.

'Busted' é uma versão de uma música do Cash, bem de leve, aquele ritmo de valsa country. Porra, eu não queria gostar de algo como Johnny Cash, mas eu adoro. Mais ainda no vozeirão original.

E aí vem de volta a porradaria na sensacional 'Bom é quando faz mal'!
"20 caixas de cerveja
um barril de puro whisky
Quilos de carne vermelha
Fique longe não se arrisque
Não importa onde esteja
E sempre onde tem mais barulho, maior cheiro de bagulho
Disso eu me orgulho
Vai saber o que é normal?
E só que eu posso lhe dizer:bom e quando faz mal!
Conseqüência qualquer coisa traz
Quando é bom nunca e demais
E se faz bem ou mal tanto faz, tanto faz, tanto faz..."

'Pandemonium' começa com um trovão e depois vem a guitarra com um riff punk aceleradíssimo, contando uma história de bebida, assassinato e ressaca...No meio dá aquela quebrada cadenciada meio heavy pro solo simples e eficiente.

'Quando bebe desse jeito', countrycore acelerado com slide country sinuoso e banjo discreto, é auto-explicativa, né? Mas de qualquer jeito segue um pouco mais da letra:
"Segunda-feira, dia do bebum profissional
Mal a noite cai, já vai cair no mal
Nunca vai faltar um bom motivo pra quem quer se divertir
Não precisa de momento nem de ocasião
Todo dia é dia, é só chamar que vai
Tudo que não presta, certamente, deixa a vida mais feliz"

'Matarei', mais do mesmo estilo divertido, um pouco mais metal pé-na-porta, boa pra roda de pogo ao vivo!

Pra terminar a grossa balada country acelerada 'Bebe, arrota e peida'. Minha filha adorava essa música quando era menorzinha, mas em geral não faz muito sucesso com o público feminino, claro, ainda mais com essa letra:
"Chega já pedindo a saideira
Mais é saideira uma atrás da outra
e assim lá pela décima terceira
Já tá trocando o nome da garota
Não vá não, fique por aqui
Você não tem nenhuma condição de dirigir
Não consegue se manter de pé
Bebe, arrota e peida bem na frente da mulher"
IIIIHAAAAAAAA!!!!

Quem sabe uma hora o Tarantino não descobre os caras.