sábado, 17 de janeiro de 2015
Álibi. Maria Bethania.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Lobão nº 00668
Gênese da indicação: troca de e.mails *: Rolou um link (creio eu, pois não li) com considerações de Lobão. O que vem e repercussão interna parcial.
sábado, 11 de dezembro de 2010
O Canto do Cisne da Gal
Já indiquei aqui alguma coisa do Roberto Carlos, que tem como destaque em sua trajetória a sua acentuada decadência. Gênio autêntico em minha opinião, mas que imagino ter uma montanha de contas e compromissos a saldar. Só isso justifica continuar do jeito que anda.
O mesmo vale para o Titãs...e para a Gal.
Em algum momento tiveram uma chance de ouro para parar, jogar toalha e curtir seus netos ou bichinhos de estimação em paz. Comprar brinquedos pra sobrinhos ou jaquetinhas pra poodles era o que poderiam estar fazendo já há algum tempo.
Mas não! deram uma de Rocky Balboa e insistiram. Lástima.
Tudo isso para indicar o MINA D'ÁGUA DO MEU CANTO.
Diz uma antiga crença que o cisne-branco é mudo durante toda a sua vida, mas pode cantar uma bela e triste canção imediatamente antes de morrer.
Esse disco foi o canto do cisne da Gal. Naturalmente ninguém aqui tá matando a moça, por óbvio.
Disco de 1995 realmente bom. Somente com musicas de Chico e Caetano. E musicas escolhidas a dedo!
Só para ficar numa única indicação de cada um: Desalento e Milagres do Povo. As demais seguem o mesmo padrão.
Sempre acreditei que atingir o seu melhor tão cedo acaba se tornando uma maldição. Gal fez o seu "Gal Canta Caymmi - 1976" e "Gal Tropical - 1979". Ok, maravilhosos, indispensáveis mesmo. O problema é o "Gal a Todo Vapor - 1971". Simplesmente não dava para fazer coisa melhor! Já em 1971 a moça iniciou sua queda. Claro! quem não desejaria uma queda nestes termos...mas...
O "MINA D'ÁGUA DO MEU CANTO" apenas findou o processo de forma elegante. Depois dele deixei de me preocupar com a Gal.
ZEBA
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Mais um com Robertão!

Um amigo um dia afirmou: “O problema da Maria Bethania é que se ela canta parabéns a você, realmente você se sente envelhecendo”.
Mas também é uma virtude. Veja o caso desse disco que ela fez só com canções de Roberto e Erasmo.
A principio achei uma heresia. Ninguém canta Roberto, como Roberto. E essa verdadeira tentativa infeliz de esquecer o fato não deve cair bem.
Mas, basta uma conferida superficial para concluir-se que a Bethania está para o Roberto nas suas intimistas, como a Ternurinha para a Jovem Guarda. Parceria tardia.
E bota tardia nisso. O disco é de 1993. Nesta época Roberto era o mesmo de hoje, só não andava de navio por aí. Fico pensando. Se essa parceria fosse mais constante, talvez o Robertão não pagasse o mico que andou pagando com musica pra gordinha, caminhoneiro...rimando Amazônia com insônia e, sonho dos sonhos, talvez Baleias não fosse sequer intuída.
Imagino assim: um belo dia Roberto Carlos acordaria suando, tremendo, cutuca a esposa e fala que teve um sonho estranho com mar, Moby Diky, arpões, coisas do gênero. Em vez da mulher falar ciosas do tipo “que os pesadelos são algum problema adormecido, durante o dia a gente tenta com sorrisos disfarçar alguma coisa que na alma conseguimos sufocar”, mandaria ele ouvir um Bethania qualquer, sugerisse uma bela muqueca baiana e mandava ele não mais encher o saco com essas bobagens que ela queria dormir.
Seja como for, as baleias sobreviveram.
Mesmo sendo de 1993, temos aí uma Maria Bethanea que tomou o cuidado de só escolher musicas da velha fase. Naturalmente, excluindo tudo da Jovem Guarda, por Deus!
As musicas do Roberto e Erasmo que se situam entre a Jovem Guarda e o Guerra dos Meninos (essa eu gosto, fazer o que?) são geniais e sempre foram as minhas prediletas de toda MPB. Esse disco resgata o que há de melhor desse interim. Pena que não é duplo!
Fera Ferida e Olha são, de longe, as minhas prediletas de toda obra da dupla. E estão no disco.
Essa obra com suas musicas só é comparável em sua biografia com o seansacional show que ele acaba de fazer para o centenário do TIMÃO!
ZEBA
quarta-feira, 18 de março de 2009
REI!!!!!!!!!!!!!
Tem esse disco aí que é uma jóia, mora?Até conhece-lo, e sendo fã do homem, vivia crente que ninguém cantava as musicas dele melhor que o próprio. Esse disco me fez mudar de idéia.
Como hoje todo mundo diz que idéia é projeto: esse foi um projeto que deu certo. Pegaram um monte de cantor pop da época e distribuiu-se algumas músicas do Roberto entre eles.
Quer coisa mais simples? Quem não gostaria de gravar uma musica do Rei? E que apelo melhor que colocar os pop’s da época? E o bacana é que quase todas as faixas deram certo!
É claro que tem aquelas sofríveis e que só nos dão o trabalho de ter que programar o cd para não toca-las. São: É Proibido Fumar - Skank, Por Isso Corro Demais - Marina Lima e Eu Sou Terrível - João Penca e os Miquinhos Amestrados. Mas, no meio de treze músicas o prejú não é grande.
Disco altamente recomendável para constar de qualquer “kit praia versão básica” de um solteiro da época: Rocambole Beach (toalha grande com recheio de um calção e duas cuecas) + Saco Americanas Summer (um Bukoswki qualquer, Dorflex, descongestionante nasal e o disco). Era sucesso garantido!
E tem até uma história ou mito interessante. No encarte interno tem um desenho do Angeli com todos as bandas caricaturadas...e um espaço em branco não ocupado por algum cantor qualquer. Dizem que era para ser o Lulu Santos na musica “quero que vá tudo pro inferno”.
Acontece que o Roberto Carlos não permitia mais ninguém falar coisas como inferno. O tal do TOC dele, sabem?. Assim não permitiu a faixa. Uma pena! Naquela época o seu ridículo tinha uma desculpa séria, depois disso ele só foi e é patético puro e simples mesmo com o seu quepizinho de capitão de navio “C” por aí.
Desabafo desnecessário de um fã à parte, o disco merece estar por aqui.
(ZEBA)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
O Parnasiano!? (A Terceira Lâmina-Zé Ramalho-1981)

Prestes a iniciar aquele ciclo terrivelmente chato de vestibulares e já com o saco cheio de repassar um interminável rol de sínteses, formulinhas e truques, recordo de ter me deparado com algum material sobre escolas literárias.
Aquela coisa absolutamente desnecessária para nossa existência: classicismo, realismo, romantismo...rococó, sei lá. Tinha mais ou menos decorado as características estéticas de cada escola. Mas tinha o tal do parnasianismo.
E o parnasianismo? Foi aí que alguém me deu a seguinte dica: “se na prova de literatura você se deparar com um texto ininteligível, que você não entende lhufas. É parnasianismo”. Essa dica surge novamente quando pensei em como indicar esse “A Terceira Lamina” do Zé Ramalho.
Realmente, e para o exclusivo uso desse nosso espaço, decreto: Zé Ramalho é parnasiano. Tá aí o disco para não me desmentir. Até mesmo, há coisa de uns dez anos, ele gravou um “20 anos – Antologia Acústica” que, embora seja bom, se destaca justamente por um encarte onde há uma engraçada tentativa de explicar suas letras.
Mais. Outro dia, no Canal Brasil, num programa que pessoalmente acho uma tragédia pela indelicadeza do entrevistador (o cara fica olhando para o relógio indisfarcadamente), estava lá o Zé Ramalho falando de um disco seu totalmente fora de catálogo e que estaria valendo uma nota. No meio da entrevista, num generoso ato de humildade, ele afirma suspeitar que a raridade do disco se deve ao fato de ter a maioria das cópias sido queimada num incêndio que vitimou o estúdio. Após uma tentativa desesperada do entrevistador em justificar sua escolha do disco para aquele programa, Zé Ramalho concede um certo elogio ao seu trabalho, mas...ressalva: “era um momento todo peculiar nosso”. Ou algo assim. Disse tudo, se confessou parnasiano!
Por tudo isso, não tenho como ficar relacionando cada faixa com qualquer coisa que seja. São todas peculiares, também. Destaco algumas pelo prazer exclusivamente indeterminado que sinto, ou por algum fragmento de letra que suponho “profundo”.
“Terceira Lâmina”: “acho bem mais do que pedras na mão dos que vivem calados, pendurados no tempo...”, “afastado da terra, ele pensa na fera que o começa a devorar”. Olha o parnasianismo aí nesse segundo fragmento!
“Atrás do Balcão”: Essa é outra estranha. Lembra quase uma história que me ocorre seja triste...não, trágica. Isso! acho que trágica define melhor. Ou não...sabe lá deus.
“Kamikaze”: É minha música favorita de tudo que conheço de Zé Ramalho. Só ouvindo. Recordo com clareza o imenso prazer que senti quando a escutei pela primeira vez. O que é isso? O cidadão ta relatando algo...um manifesto? Não, manifesto certamente não. Francamente: ele tá lá falando: “Zeba, veja esta que sei que você vai gostar”.
“Cavalo do Cão”: A participação da Elba Ramalho é perfeita.
Então é isso. Não caiu nada sobre parnasianismo naquele vestibular. Também não prestei outros, já que passei neste primeiro. Assim nunca pude ter certeza se a dica que recebi era séria.
(ZEBA)
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Grande Soluça! (Abre-te Sésamo. 1980. Raul Seixas)

Neste disco encontramos o céu e o inferno do sujeito.
Como está mais próximo e a entrada é franca, começo pelo fogo da danação. E, realmente, o “Rock das Aranhas” é de doer. É tão ruim que virou um clássico de nossa adolescência e que sempre nos brindou com momentos constrangedores, agora que olho da altura dos quase 40 anos. Um exemplo: Quem não passou o constrangimento de fazer aquela performance embriagada da musica nos Karaokês da vida nos anos 90 é um verdadeiro herói. “Rock das Aranhas” é a mais legitima musica “espalha rodinha”. É certeza de terminar a noite se contentando com um solitário sanduíche num auto-lanche qualquer. De Qualquer forma, sendo Raul, terminávamos sozinhos e orgulhosos de nossa pouca dignidade. Viva “Rock das Aranhas”.
Vamos ao limbo (já que fecharam o purgatório): “aluga-se” é outra que só vergonha, em perspectiva, me trouxe. Música sensacional! Mas sempre evocada como nada convincente ameaça juvenil de calote em bares. A música não merecia este carma.
O Céu: “Minha Viola”. Posso, tranquilamente, indicar esta como a mais simples e bela música de Raul. Viola, sertão, pai, terra, tristeza, consolo e céu. Tá tudo lá. Entendo bem pouco de poesia, mas se alguém me indagar sobre uma sua definição, não pensaria duas vezes: “Minha Viola”.
“Só pra Variar” sofreu, coitada, com uma regravação infeliz do Barão Vermelho. Louvável a lembrança do grupo, mas é certo que só Raul tem a segurança dos que não se levam a sério o suficiente para “ficar banguelo numa boa”. O verdadeiro paraíso em vida está destinado apenas aos que não se levam á sério.
Tem outras boas no disco, mas termino lembrando “Baby”. Só lembrando. Provoco alguém a comentá-la.
Eu estava em um baile na cidade de Arthur Nogueira/SP quando, do palco, o líder do grupo que animava a festa anunciou a morte de Raul Seixas. Nunca vou me esquecer do silêncio que dominou o local por uns 7, 8 segundos. Também nunca vou esquecer que não foi preciso gritar “toca Raul” naquela noite. Após o anúncio a banda sacou um apropriado “Cowboy Fora da Lei” e não parou mais. Só deu Raulzito.
Como de hábito, não “peguei” ninguém naquela noite, mas o sanduíche que faturei num auto-lanche qualquer ficou na memória.
(ZEBA)
Pois é, eu acabei "repostando" o disco do raul que foi brilhantemente comentado pelo Zeba. Com o agravante de que, sim, eu havia lido a resenha - e comentado!, por sinal - eu escrevi achando que se tratava do primeiro post de Raul deste blogue, no maior efeito fosfosol às avessas... Enfim, segue minha impressões sobre o disco, ainda que minha experiência viva sobre ele não tenha sido tão glorificanto quanto esta que você acabou de ler:
Em Abre-te Sésamo de 1980, parece que o profeta Maluco Beleza que nasceu a 10.000 anos atrás abre uma nova porta. Menos existencial e profético do que nos discos que marcaram sua carreira e o lotaram o famoso Baú do Raul, neste disco, ele parece se voltar seu olhar para preocupações mais “mundanas”. Talvez seja reflexo da troca de parceiro, nenhuma coautoria com o Mago Paulo Coelho, o parceiro predominante aqui é Cláudio Roberto, que já o acompanhava desde 1977 em O Dia em que a Terra Parou.
Quem sai ganhando é a sonoridade de banda da turma que gravou este disco, em especial as guitarras de Celso Blues Boy e do parceirão Rick Ferreira que também tocou slide e violão de 12. O resultado é um disco de sonoridade bem gostosa, que alterna o rock’n’raul (taí, uma das poucas contribuições daquele menino que costumava ser tão bom...) com batidas de candomblé, temperos de forró e moda de viola. Raul volta seu estilingue para os destinos do Brasil em Aluga-se, “a solução é alugar o Brasil!” (estamos em 1980 afinal) e matreiramente sugere a falta de sua cobra no rock das aranha, clássico absoluto que foi vítima de censura na época, e mostrando que ele sabia muito bem de que substância o roquenrrou é feito afinal. A belíssima balada Ângela, onde se sobressai o trabalho de slide de Rick Ferreira, e o rockasso Só pra Variar (que foi revisitado pelo Barão Vermelho) completam os maiores destaques de um disco muito gostoso de ouvir. Nesta última, seu vocal malandro e descolado são inigualáveis (foi mal aí Frejat, mas a verdade tem que ser dita).
E o disco que fecha com chave de ouro, cevada e tabaco em A beira do Pantanal, uma valsinha caipira que tem inspiração Neil Youngiana (down by the river... i shot my baby!...), traz na capa um Raul malandro, de blazer branco fazendo pose num entardecer de cartão postal na cidade maravilhosa. Pronto para encarar os anos 80, charrete que perdeu o condutor...
[M]
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Não é coletânea não!!!!!! (Pai Herói - 1979)

É do tempo em que as trilhas sonoras das novelas não vinham com atores estampando as capas. É do tempo de Janete Clair. Não é preciso dizer mais sobre a novela propriamente dita.
É do tempo que os discos anuais do Roberto Carlos eram ansiosamente aguardados...e valiam a espera. Mas estou digredindo.
Mas, é do tempo em que as seleções musicais eram realmente ótimas. Esse disco é um exemplo.
Imagino que todos aqui que tenham mais ou menos a mesma idade viam os pais, religiosamente, comprarem não só as trilhas sonoras nacionais, como as internacionais das novelas. Sempre uma delícia!
“Pai” e “14 anos” são as melhores músicas do repertório de Fábio Jr e Guilherme Arantes, respectivamente. Singularmente autorais; ímpares. Sem pensar muito não consigo indicar outras tão boas na mesma linha.
“Homem Calado” é triste de doer. Linda. Música tema do personagem de Dionizio Azevedo.
“Pode Esperar” e “Meu Drama” sambas indispensáveis em qualquer discoteca básica sobre o ritmo.
Era com “Passarinho” que eu tentava fazer Nana voltar a dormir nas madrugadas insones de novo pai. Não tendo nem sombra do talento de Beth Carvalho, as tentativas não eram tão bem sucedidas.
“Espírito Esportivo” é uma das músicas mais deliciosas que conheci. A relação entre futebol e os riscos do amor é sensacional.
Mais umas três ou quatro trilhas de novelas não fariam feio por aqui. Mas Pai Herói tem que ser a primeira e ponto final.
Ah. Um comentário final: para os que, como eu, tem severas restrições a coletâneas, defendo que trilhas musicais não se enquadram na espécie. Possuem uma história, um começo, meio e fim.
(ZEBA)
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Apesar da Marrom...naquele dia o samba morreu! (A voz do samba - Alcione - 1975)

“Trabalho igual ao meu todo mundo quer. Mas nem todos podem arranjar. Pego às onze horas, largo ao meio-dia e tenho uma hora pra almoçar”. Esse delicioso trecho de “Todo Mundo Quer” está nesse primeiro LP da Alcione. A VOZ DO SAMBA de 1975.
O que se pode falar sobre Alcione além de que, junto com Beth Carvalho, disse tudo no samba entre a década de 70 e meados de 80. Simplesmente não existe roda de samba amadora que não saque lá em algum momento coisas como “O surdo” ou “Não deixe o samba morrer”.
Aliás roda de samba e...Karaokês amadores...e aí vai uma tragédia pessoal: numa festa familiar que tem tudo para ser um pouco menos que chata, o anfitrião resolveu alugar um desses aparelhos karaokês digitais. Aqueles que indicam notas ao final na tela da TV. Pois bem. A coisa ia andando, a criançada judiando com os Xuxa e Elianas da vida, até que um membro da família (vou preservar a identidade para evitar problemas judiciais) resolve cantar o clássico “Não deixe o samba morrer”...não existe adjetivo em nossa língua para definir a tragédia que foi sua interpretação. Nem Bethania seria mais melancólica. Resultado: NAQUELE DIA O SAMBA MORREU!!!! E de forma medieval. Morte lenta e torturante. E o aparelho ainda dá uns 67 pontos: “Bom. Mas é preciso treinar mais”.
À parte o relato, o disco é fundamental para quem gosta de samba. Tem Candeia, Ismael Silva, Zé Kéti e até uma apoteótica composição de Caetano Veloso.
Sem contar que ela está ótima na capa!
História de pescador/O Surdo/Acorda, que eu quero ver/Aruandê/Batuque feiticeiro/Espera/Não deixe o samba morrer/Etelvina, minha nega/É amor...deixa roer/Todo mundo quer/Até o dia de são nunca/Samba em paz-A voz do morro.
(ZEBA)
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Ainda continuo não sabendo de nada...mas RC ajudou muito! (Roberto Carlos 1972)
Já que a proposta é ambiciosa. 1001 discos..... Tenho certeza que este não será o único do Roberto por aqui. Então, dou início às indicações.Esse é o de 1972. Aliás, disco do Roberto tem que ser identificado por ano, pois pela capa..."sabe aquele disco do Roberto? aquele lá que tem ele na capa!".
Essa indicação também tem cunho afetivo. Neste disco está a primeira música que escutei do cidadão: "Agora eu Sei". Eu devia contar com uns 6/7 anos, e virei fã no ato. Com os discos do Robeto Carlos ficava em frente ao 3 em 1 da família, fantasiando que era ele.
Até que ele conheceu Mirian Rios e deu no que deu...pena...Seja como for, de sua fase A.M. considero este o melhor trabalho.
No livro "Roberto Carlos em Detalhes", que deu aquele bafafá todo, o autor aponta este trabalho como o mais autoral do Rei. Vide "O Divâ".
Mas já falei muito...afinal eu não sei de nada e "vivia no ar"
ZEBA.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Não fazes favor nenhum em gostar de alguém...nem eu (Gal canta Caymmi - Gal Costa - 1975)
Quando se conversa sobre qual o melhor disco da Gal Costa, quase sempre são citados o "Gal Tropical", "Gal a Todo Vapor" e, um pouco menos, o "Caras & Bocas".
Cada um possui uma Gal Costa diferente em seus malabarismos vocais. Mas todos se identificam pela exuberância e força nas interpretações. Sabe aquele grito que fica bonito?. Aquele exagero lindo?. Pois é.
Agora, nesse "Gal Canta Caymmi" a coisa muda de figura e figurino. Além do repertório ser inapelável, a cantora se mostra mais serena em sua cantoria. Aliás é difícil adjetivar essas coisas, talvez serena não caiba.
É como se os outros discos sempre citados sejam ideais para um belo final de festa, gente embriagada querendo elogiar o que foi Gal um dia. Esse, o "Gal Canta Caymmi", já é para o começo dessa mesma festa, antes do pessoal todo chegar, enquanto o anfitrião tá lá arrumando as cervejas no congelador. Essa comparação é o maximo que consigo chegar.
Seja como for, o disco é ótimo e se houver uma competição um dia entre ele e os outros citados, diria que ganharia nos penaltis e só depois da primeira série total de cobranças.
A nota triste é que Gal se tornou uma triste figura que certamente não mais acrescentará nenhum outro trabalho nesta competição.
(ZEBA)


