A série Acústico-MTV já nos brindou com momentos memoráveis. Meus favoritos são os da Cássia Eller e do Lenine. O dos Titãs ainda tá de quarentena, mas também é memorável... Este aqui do João Bosco é um caso à parte. Acústico e só. Só João e o violão. O repertório também deve ser levado em consideração: tirando Papel Machê, nenhum dos clássicos tipo Bêbado e a Equilibrista se encontra aqui. O que poderia ser considerado um ponto fraco acaba se mostrando um mérito: as canções menos conhecidas do grande público ganham força no duo afiadíssimo de violão e voz do João. O show privilegia os trabalhos mais recentes até então, o repertório inclui: Trem Bala, Memória da Pele, Holofotes e Zona de Fronteira do disco homônimo de 1991; Jade e o poema de Maiakóvski "e então, que quereis?" emendado com Corsário do disco Bosco, de 1989; Odilê, Odilá do álbum Cabeça de nego de 86; Papel de Machê (de 84); e apenas três composições originais da década de 70, Tiro de Misericórdia, Escadas da Penha e Quilombo. O meu destaque vai pra unidade do disco, que não deixa a peteca cair e no final arrebenta com Maiakóvski abrindo Corsário a música mais maravilhosa do disco todo, o violão é hipnotizante!. Depois João emenda Fita Amarela em Eleanor Rigby, finalizando com Trem Bala. Impecável. Talvez este tenha sido o primeiro acústico da mtv brasileira (1992, já se vão bons 16 anos), não sei... Até onde eu saiba, nem saiu vídeo! [MATEUS]
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Como uma quilha corta as ondas... (MTV Acústico - João Bosco - 1992)
A série Acústico-MTV já nos brindou com momentos memoráveis. Meus favoritos são os da Cássia Eller e do Lenine. O dos Titãs ainda tá de quarentena, mas também é memorável... Este aqui do João Bosco é um caso à parte. Acústico e só. Só João e o violão. O repertório também deve ser levado em consideração: tirando Papel Machê, nenhum dos clássicos tipo Bêbado e a Equilibrista se encontra aqui. O que poderia ser considerado um ponto fraco acaba se mostrando um mérito: as canções menos conhecidas do grande público ganham força no duo afiadíssimo de violão e voz do João. O show privilegia os trabalhos mais recentes até então, o repertório inclui: Trem Bala, Memória da Pele, Holofotes e Zona de Fronteira do disco homônimo de 1991; Jade e o poema de Maiakóvski "e então, que quereis?" emendado com Corsário do disco Bosco, de 1989; Odilê, Odilá do álbum Cabeça de nego de 86; Papel de Machê (de 84); e apenas três composições originais da década de 70, Tiro de Misericórdia, Escadas da Penha e Quilombo. O meu destaque vai pra unidade do disco, que não deixa a peteca cair e no final arrebenta com Maiakóvski abrindo Corsário a música mais maravilhosa do disco todo, o violão é hipnotizante!. Depois João emenda Fita Amarela em Eleanor Rigby, finalizando com Trem Bala. Impecável. Talvez este tenha sido o primeiro acústico da mtv brasileira (1992, já se vão bons 16 anos), não sei... Até onde eu saiba, nem saiu vídeo! [MATEUS]
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Caipiras, e com muita classe... (Ao vivo em Tatuí - Renato Teixeira, Pena Branca & Xavantinho - 1992)
Ok, este trio aqui também não representa a música sertaneja "de raiz" (mas é muito mais próximo dela do que o que hoje se chama por aqui de "country"...), Pena Branca, Xavantinho e, principalmente, Renato Teixiera são quase "cult" no universo da música caipira. Mas o elogio e a presença aqui não se deve a nenhum caráter de 'resgate das nossas raízes interioranas', nenhum motivo antropológico-cultural ou essas coisas. A coisa é simples: o disco é bom, muito bom. Começa com Renato Teixeira cantando sozinho, depois entram Pena Branca & Xavantinho para acompanhar. O repertório é de primeiríssima: clássicos como a Chalana, Rio de Lágrimas, Vaca Estrela e Boi Fubá e De Papo pro Á são acompanhados pelo Cio da Terra (de Chico e Milton, na voz de PB&X) e Canto do Povo de um Lugar (Caetano, também por PB&X); e o repertório clássico de RT que inclui a óbvia, e lindíssima, Romaria, Amanheceu Peguei a Viola, O Violeiro Toca e Tocando em Frente (essas duas últimas, percerias de RT com Almir Sater). O disco é ideal pra um final de tarde na varanda sem vergonha da preguiça e de não ter nada a fazer senão se balançar numa rede. "Ando devagar, porque já tive pressa..." [MATEUS]
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