sexta-feira, 1 de abril de 2011

Chamando o Síndico (Tim Maia, 1973)


ok, nosso primeiro tim, vamos e venhamos: demorô pacas! Mas veja bem caro leitor, o Dão esqueceu, o Zeba postaria um disco do Tim pra falar sobre o Cassiano e o Baiano, bem, este, depois que o ônibus atropelou-lhe o celular, vamos ter que esperar aquelas 8 resenhas que já estavam prontas pra depois da copa do mundo. Da Rússia, claro.


Tim Maia não tava nem aí para a ditadura ou movimento hippie ou tropicália. Só queria cantar suas verdades (e mentiras), e isso ele fez como ninguém. É o cara que durante anos só absorveu, e depois começou a absolver. Graças a deus (ou não, depois do último post por aqui, eu ando até com medo...)!


O disco de 73 é menos um desfile de canções clássicas que faz os dois anteriores parecerem volumes de uma (excelente) coletânea, mas além de fechar uma trilogia (bem, essa mania é típica, eleger trilogias, ainda que, duvido que tenha sido eu a eleger esta), porque depois deste, o síndico embarcaria na viagem racional.


Mesmo assim, em relação aos anteriores, algo aqui me parece que vai mais além, os arranjos me parecem mas cuidadosos e mais focados no soul (bem este último não chega a ser ir mais além, aliás em certo sentido, é exatamente o contrário), e se ele não tinha uma excelente coleção de canções, soube com maestria cuidar para que a parte instrumental desse conta do recado. Algumas canções beiram o esquecimento imediato, como Música no Ar, A paz do Meu Mundo é Você e Preciso ser Amado (que conta com o raro episódio de se ouvir tim, voz e violão), muita coisa em inglês (3 de 12 músicas), mas de quebra, Encontramos aqui duas lindas canções de amor, Gostava Tanto de Você e a minha favorita de todas, Réu Confesso. Oxalá todo final de romance rendesse uma música como esta, seria o melhor de dois mundos...


Das músicas em inglês, destaque para Over Again, onde apesar da letra, a música é Brasil a toda, muito balanço, é o síndico single malt! O disco fecha com a belíssima instrumental Amores, que me faz lembrar Baby Huey, e além do que, justíssimo, pois o ponto forte deste terceiro disco é realmente o instrumental.


[M]


ps: Acho que me enganei... Primeiro Tim?

11 comentários:

  1. Réu Confesso é a minha preferida tb. Segundo o livro do Nelson Motta, teve uma tal de Neuza Costa que acusava Tim de plágio. Se não me engano, dentre as músicas, ela apontava, Réu Confesso. ZEBA.

    ResponderExcluir
  2. Tb segundo o livro, Reu Confesso foi feita para Janete, uma namorada dele. ZEBA

    ResponderExcluir
  3. tinha q ser dia 1o de abril...'eu nã bebo nem fumo nem cheiro, mas às vzs eu minto um pouco'
    (dão)

    ResponderExcluir
  4. Que tal essa? "fiz uma dieta rigorosa; cortei alcool, gorduras e açucar. Em duas semanas perdi 14 dias".

    ZEBA.

    ResponderExcluir
  5. Adorei o post!
    [ANDRÉA]

    ResponderExcluir
  6. Veja o PS, eu me enganei, sem dúvida. O primeiro Tim postado aqui foi o dançante Descobridor dos 7 Mares... É que a memória fumaceia, sabe?

    [M]

    ResponderExcluir
  7. Uma pequena correção. Vc disse que este disco de 73 completa a trilogia. Na verdade, este é o quarto disco do Síndico, não o terceiro. Depois dos excelentes Tim Maia (1970) e Tim Maia (1971), ele ainda lançou o Tim Maia (1972) que contém as músicas "Idade", "Canário do Reino", "O Que Me Importa", "Lamento", "Pelo Amor de Deus"...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade. É que aqui a gente admite trilogia de quatro discos...

      Excluir
  8. Pô, Alexandre, aí perde a piada. E ganha coerência, o que não é muito o forte deste blog :-O ;-) De todo modo, valeu pela correção.

    ResponderExcluir